domingo, 4 de novembro de 2012

"CONHECER"


Ao perceber Maria, João queria saber tudo da vida dela.
Ao conhecer Maria, João quis contar tudo de sua vida para ela.
Ao namorar Maria, João trocou confidências e enxergou coisas que ninguém nunca viu na alma dela.
Ao casar com Maria, João descobriu que ainda não a conhecia.
Ao separar de Maria, João a conheceu de verdade!

Marcelo Oliveira 

RESULTADO DAS ELEIÇÕES NO BRASIL


RESUMO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS NO BRASIL:
Por falta de BONS candidatos tivemos que escolher entre o "SUJO" e o "MAL LAVADO"!
Se o "SUJO" Ganhar, teremos a festa do "SUJO".
Se "MAL LAVADO" ganhar, teremos a festa do "MAL LAVADO".

CONCLUSÃO: 
Teremos que conviver com o "SUJO" ou o "MAL LAVADO" 4 anos e nada vai mudar!

REFLEXÃO:
A questão não é só saber votar, precisamos de BONS CANDIDATOS para termos escolhas reais de transformação para uma sociedade melhor!


Marcelo Oliveira

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

AMOR É...


Todo mundo conhece esse soneto de Camões ou em algum momento ouviu ou leu algum trecho dessa obra que ultrapassa os tempos e continua atualíssima!

sábado, 1 de setembro de 2012

RITMO DE ENSINO


Imaginem vocês: Eu, um professor de Matemática e Física, no meio do ano letivo, estressado com algumas turmas que me tiram do sério, parado em frente a uma academia de dança, pensando se entrava ou não.
Entrei com o objetivo de conhecer as opções de danças oferecidas. Tinham aulas de: dança de salão, lambaeróbica, jazz, dança moderna, dança de rua, ballet, dança clássica, samba e outras. Como um desafio, resolvi entrar na aula de dança de rua.
O primeiro dia foi difícil, fiquei sem graça, pois não conhecia ninguém, afinal de contas, me achava totalmente sem ritmo e estava preocupado com os meus alunos que eu tinha acabado de dar aula naquele dia. Alunos que não queriam nada com os estudos, que conversavam o tempo todo, não prestavam atenção na minha aula, enfim: eu não sabia mais o que fazer com aquela turma. Bom! É melhor eu voltar a falar da minha incrível jornada à dança.
Comecei, observando que a instrutora de dança propôs alguns passos simples e à medida que começamos a nos mexer ela observava cada um de nós. E a cada observação feita, ela mudava os movimentos e observava, mudava o ritmo e observava, se aproximava de cada um, corrigia alguns movimentos e elogiava o que cada um trazia de si como o estilo próprio para o passo que ela tinha proposto e observava. Eu já estava gostando, pelo menos aquela sensação boa me fez esquecer a dificuldade de ser professor no ambiente difícil que é a sala de aula, onde alguns alunos não sabem nem ler direito, outros que não sabem nem as operações matemáticas essenciais como dividir, somar... Culpa dos professores das séries anteriores deles. Isso não é problema meu.
 Voltando a minha turma da dança, lembrei-me que depois de alguns dias de treinamento, percebi que a instrutora começou a montar a coreografia de acordo com a gente, com o nosso jeito, estilo, “sei lá”. Eu até contribui para a coreografia com algumas idéias de movimento. Dá pra imaginar eu, que nem me acho com jeito pra dança, participando ativamente do processo de criação de um passo rítmico? Fazer parte do processo de criação fez eu me sentir, também, responsável por tudo que estava acontecendo. Eu não faltava às aulas. Ficava contando os dias e as horas para ir ao treinamento. Mas, eu estava interessado em aprender, ao contrário dos meus alunos da escola que estavam faltando muito. Alguns, eu até achava bom que eles faltassem porque eles atrapalhavam a aula. Ainda bem que eu nunca propus a eles, desenvolver algum projeto. Primeiramente que eles não mereciam e depois que não tinham maturidade para isso e muito menos capacidade para programar uma culminância de algum projeto.
Falando em projeto, depois de alguns meses de treinamento, a instrutora de dança nos surpreendeu dizendo que faríamos uma apresentação no encontro das academias de dança da cidade. O nosso grupo recebeu a notícia com um “certo” medo. Alguns alunos da dança rejeitaram inicialmente a proposta, dizendo que não tínhamos estilo e talento. Outros acharam que o grupo não tava unido para isso. Mas, a confiança que a instrutora demonstrava ter no grupo nos motivou para a aceitação da idéia, porém tínhamos a partir daquele momento um objetivo, um sentido para os treinamentos que inicialmente era só de desenvolver a coordenação motora e praticar um exercício físico. Essa apresentação gerou um comprometimento de todos nós, agora, dançarinos, porque passamos a nos preocupar com as roupas de apresentação, com a afinação da coreografia, nos preocupávamos até quando alguém ficava doente, pois precisávamos de todos se sentindo bem no dia da apresentação e o mais interessante: Começou a ficar claro para a gente que cada um de nós era importante em todo o processo, sem contar que eu não conseguia mais imaginar a minha vida sem alguns amigos que conheci durante os ensaios da dança.
No dia da apresentação começou a passar um filme de tudo que aconteceu na minha cabeça. Percebi que aqueles momentos na academia de dança já faziam parte da minha história. A emoção que todos expressavam através dos choros e abraços, na verdade era o reconhecimento sobre a importância do processo de treinamento. A apresentação era só um detalhe diante dos dias de treinamento, das relações de amizade, aprendizado e contribuição que se estabeleceu. Naquele momento a emoção era fruto da saudade de tudo que aconteceu naquela sala de dança da academia.


Marcelo Oliveira

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Em Círculo, Tendo acesso a todos.

         Foto publicada no site: http://portaldoprofessor.mec.gov.br

A importância de sentarmos em círculo nas comunidades de aprendizado nos permite ter ao alcance a visão de todos que se encontram no ambiente. Ninguém está atrás e nem a frente de ninguém. Todos se encontram lado a lado.
O espaço que se abre no meio do círculo nos permite dinamizar a construção dos conhecimentos gerados a partir dos saberes que todos os integrantes trazem para o encontro.
O espaço no interior do círculo nos leva as diversas manifestações lúdicas e integradoras. Basta à gente ter coragem de causar a transformação.
Vamos sentar em círculo e aproveitar todas as possibilidades que surgirem?


Marcelo Oliveira

AS FASES DO AMOR

A preparação para o amor começa na família, não somente instituição como conhecemos, mas, sim, a experiência de sentir o mais puro e simples amor de mãe que é o grande exemplo de amor incondicional. É importante vivenciar esse amor que é a nossa essência. A nossa 1ª experiência de vida é ser amado. Ser amado é a primeira condição para a formação do indivíduo. Por essência do processo da vida, todos nós somos filhos do amor incondicional. Não vivê-lo na plenitude gera conseqüências como um efeito dominó nas relações sociais.
Ser amado é a experiência de ser filho e ser filho é ser amado. Para amar, é importante ter experimentado a essência de ser amado.
Se refletirmos as fases naturais do contato com o amor em nossas vidas, percebemos que ser filho é a primeira. A primeira fase é puramente receber amor. É exclusivamente receber.
A segunda fase do contato com o amor é quando nos percebemos como irmão. É a fase de trocar, de dividir o amor que recebemos. Ser irmão vem logo em seguida de ser filho. É hora de dividir tudo que recebemos. Essa fase é tão importante quanto à primeira. Não podemos pular as etapas para completarmos o ciclo que nos projeta como seres plenos no amor. Ser irmão significa colocar em prática o amor que recebe, no mesmo tempo que recebe, podendo errar a vontade. É na fase de irmão que temos os primeiros contatos com a prática do perdão: ser amado, amar, errar, perdoar.
A terceira fase do contato com o amor é quando nos tornamos pai. Nessa fase praticamos o amor na sua plenitude. Nesse momento da vida tomamos consciência, de fato, de todo o amor que recebemos e dividimos. Nessa fase nos descobrimos em todo amor que guardamos e a nossa capacidade para amar incondicionalmente ao entender, doar, cuidar, perdoar.
Para ser Pai/Mãe, ou seja, amar, passa-se pela experiência de ter sido filho e irmão. Ser amado e ter compartilhado o amor, são as condições para amar.


Marcelo Oliveira 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Um texto que fiz a mais de 05 anos e continua atual!

Hora de Votar

Hoje é um dia que deveria ser especial, afinal, estamos no dia da eleição. Não tenho certeza em quem vou votar. O meu país se arrasta em meio a crises de corrupção na política e isso não parece ter fim. Dentro de mim a pergunta não se cala:
 Em quem irei votar?
Nós deveríamos ter nossos candidatos cujas propostas beneficiariam classes, setores, áreas das quais fazemos parte e ainda teríamos certeza que uma vez eleitos, cumpririam suas promessas, seus projetos e as diretrizes que tanto defendem, mesmo sem saber.
Meus Deus! Porque temos certeza exatamente do contrário: que não irão cumprir, mudar, melhorar. Chegou à hora, tenho que votar. Nessa hora começo a lembrar que durante essa campanha não tive argumentos para debater sobre alguma ideologia de alguém, nem tive argumentos para tentar convencer alguém a votar em alguém. Impressionante! Ninguém discordou de ninguém. Os discursos parecem tirados de manuais. As pessoas são unânimes nas opiniões pejorativas sobre políticos. Não temos propostas consistentes, políticos de ação. Vejo que todos os “adversários” estão juntos blefando sobre ideais sociais, soluções econômicas e o pior: de alguma forma já trabalharam juntos em algum mandato ou pertenceram a um mesmo partido no passado. Parece uma brincadeira e eu tenho que participar disso? Sim, eu tenho. E o mais incrível é que no fundo eu sei que nenhuma promessa consistente vai se realizar e que nas próximas eleições todos nós estaremos novamente brincando de “candidato e eleitor”, “promessa e crédito”, porque campanha política se tornou pateticamente previsível. Nós eleitores sabemos que é um jogo e desempenhamos muito bem a nossa parte, que é de acreditar em alguma ideologia que às vezes defendemos com fervor.
Bom! Tenho que votar. Um silêncio de doer se espalha ao meu redor. Por eliminação fiz uma opção, claro que eu tive que esquecer alguns fatos do passado desse candidato, aliás, todos fazem parte desse sistema corrompido, falido e agora fatigado. Eu sou mais um que se sente cansado dessa brincadeira. Ah! Sim. Aperto “confirma” e fim.

Marcelo Oliveira

domingo, 19 de agosto de 2012

Dando umas dicas literárias para o meu amigo José de Alencar dentro do Teatro Amazonas em Manaus! Uma brincadeira dentro desse monumento do séc. XIX


Educação é um processo que dura a vida toda!

http://www.youtube.com/watch?v=6LJBbDCd8lU

A ESCOLA QUE DARIA CERTO!


       Para falar de uma escola que daria certo, precisamos rever conceitos que abordam a prática de ensino, não somente como uma transmissão de conhecimentos, porém, como uma prática de construção de conhecimentos a partir dos saberes que todos os agentes que a integram têm e levam à escola e dos conhecimentos constituídos. A escola é uma instituição formadora e, portanto, precisa estar focada no desenvolvimento do ser humano como um todo para a vida e, não somente numa preparação acadêmica.
A escola é uma instituição que precisa valorizar as vivências em sociedade, partindo do conhecimento de si, do desenvolvimento da criticidade, da firmação como ser social e político. O próprio ambiente da escola é baseado na vivência em grupo. A escola, como diz Pichon Rivíère, trata-se de um grupo secundário imediato ao grupo primário que é a família e, por isso, ocupa um papel imprescindível no processo de crescimento e na construção do caminho que o cidadão vai trilhar na vida.
Pensando nessa escola para o desenvolvimento do ser humano, partimos de princípios básicos, totalmente ligados aos conceitos norteadores de convivência em grupo, logo, em sociedade. Os princípios de: ética, consciência dos agentes compostos e a dialogicidade, são bases extremamente importantes para se desenvolver um processo formativo capaz de contribuir, de fato, para o crescimento do indívíduo, enquanto parte integrante da sociedade.
Refletir sobre a ética no processo de formação nos remete ao pensamento político de Paulo Freire que nos adverte para a necessidade de assumirmos uma postura vigilante contra todas as práticas de desumanização e anuncia a solidariedade, enquanto compromisso histórico, como forma de luta capaz de promover e instaurar a “ética universal do ser humano”.
A relação entre os agentes: professor, aluno e conhecimento, é o desenvolvimento propriamente dito da prática e a busca dos conteúdos se dá através do diálogo entre eles. A sala de aula não pode ser vista como um espaço determinado e edificado e sim, uma junção dos agentes que realmente importam na prática de ensino-aprendizado. Ao constituir os agentes compostos do processo formador, constituímos a verdadeira sala de aula, independente do formato espacial edificado.
Depois de refletir sobre a ética e os agentes que compõem o processo educativo, pensamos na dialética como base de formação. Uma prática de ensino-aprendizagem significativa precisa promover o debate entre os agentes do processo formador e a partir dos saberes construídos e desenvolver o diálogo entre o homem, a sua realidade e o mundo em que vive. A prática dialógica prepara o indivíduo para as vivências sociais com as contradições, as diferenças, os conflitos e conscientiza-o da necessidade de intervir nesse tempo presente para a construção e efetivação do seu futuro.
As transformações são resultados da capacidade que o ser humano tem de se organizar em grupos através do diálogo. O educador que valoriza a troca de saberes na sala de aula permite a reconstrução dos conhecimentos relacionados ao objeto de estudo. Essa prática gera a possibilidade das diversas visões aos saberes que o educador já possui previamente da sua especialidade, do seu conhecimento e na medida em que essa reconstrução acontece, o educando se sente, também, protagonista do processo educacional.
Os princípios que foram abordados, resumidamente nesse texto, fazem com que a escola não seja vista apenas como uma edificação, um prédio, uma sala de aula, mas, um movimento de troca de conhecimentos, de formação, onde os alunos sejam preparados para à convivência em grupo para se tornarem parte efetiva de uma sociedade mais justa. A escola que daria certo precisa ter todos os agentes educativos como os gestores, coordenadores, professores, alunos e a comunidade escolar, comprometidos com os conceitos de formação do ser humano e a forma de aplicar os conteúdos estudados na vida e com o foco na formação técnica e cidadã dos alunos.
Marcelo Oliveira

Vale a pena dar uma passadinha no WebArtigos para conferir alguns textos sobre educação!!!

http://www.webartigos.com/autores/Marckbreaker/

A importância do planejamento para o professor!

Planejar quando se ama o que faz é muito mais gostoso. Quando não se ama o que faz, procure amar as pessoas que fazem parte do seu fazer. O ser humano é mais importante do que qualquer fazer!!

O hábito de planejar é fundamental para o êxito de qualquer prática. Devemos planejar sob o olhar diagnóstico. O olhar observador que nos permite promover crescimentos reais, responsáveis e substanciais. Se refletirmos sobre a prática do Professor que se diz com 25 anos de magistério e usa o planejamento do seu 1º ano como professor, percebemos que ele tem apenas um ano de experiência porque não compreendeu a complexidade de cada educando, cada turma e as realidades envolvidas. Cada aluno tem a sua história de vida e isso acontece com cada turma também. Aplicar um planejamento para todas as turmas significa uniformizar os grupos como se fossem robôs não se importando com os níveis e as múltiplas inteligências que cada agente possui e que precisa desenvolver. E a partir da reflexão sobre a importância do planejamento valorizamos os educandos, os conhecimentos, o nosso trabalho como profissionais formadores.

Essa Música do Gabriel o Pensador, provoca reflexões sobre a importância da criticidade no cidadão!

http://www.youtube.com/watch?v=673zYtoWM_Y

Uma dica de um grande escritor latino, Eduardo Galeano, que fala do entusiasmo pelas vivências!!!

http://www.youtube.com/watch?v=mdY64TdriJk